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sábado, 21 de junho de 2014

Hipocrisia, religiosidade externa e o Reino de Deus

por: José Augusto de Oliveira Maia
21.06.2014

O capítulo 6 do evangelho de Mateus costuma aparecer em nossas Bíblias dividido em 5 partes:
* A ajuda aos necessitados
* A oração
* O jejum
* O tesouro no céu
* As preocupações da vida
Jesus começa este trecho do chamado "Sermão do monte" com uma advertência: "Tenham o cuidado de não praticar suas 'obras de justiça' diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizeram isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial." (6:1). Esta advertência de Jesus claramente toca na ostentação de uma religiosidade externa, e da rejeição que Deus faz dela.
A seguir, Jesus cita três exemplos interessantes dessa religiosidade externa: a prática de esmolas (6:2 - 4), a oração (6:5 - 15) e o jejum (6:16 - 18). Estes três exemplos guardam entre si alguns elementos em comum:
* a hipocrisia
* a recompensa
* o segredo
* ser visto
* outros
De fato, Jesus ressalta que a preocupação do hipócrita não é a prática destas chamadas 'obras de justiça', nem o objetivo delas (Deus, e no caso das esmolas, o próximo); a preocupação dos que agem hipocritamente é a plateia, o ser visto pelos outros, e a honra que estes lhes tributam. Como sua recompensa está na autopromoção, satisfeito este objetivo, nada mais há para receber.
O cuidado em rejeitar a autopromoção é simbolizado pela ação discreta da mão direita, despercebida até pela mão esquerda, companheira de trabalho tão próxima; também está presente na porta fechada do quarto, e no cuidado com a aparência; isto não são formas de fazer, mas ilustram a rejeição da autopromoção, recompensa dos hipócritas, e a busca pela glória de Deus, que vê igualmente em segredo tanto o discreto ato de piedade quanto a hipocrisia daquele que busca a autopromoção, retribuindo a justa recompensa, tanto a um, quanto a outro.
Seguindo pelo capítulo, em 6:19 - 24 Jesus nos adverte contra a preocupação com tesouros terrenos, em detrimento dos tesouros celestiais; enquanto os primeiros são destruídos pela ferrugem e roubados pelos ladrões, os últimos são eternos (II Coríntios 4:18; Colossenses 3:1 - 3).
A autopromoção através da religiosidade externa é o tesouro dos hipócritas, que eles acumulam neste mundo; seus olhos, em trevas, cobiçam este tesouro, e eles tentam servir a dois senhores; no entanto, virá o momento em que terão que escolher entre um e outro. Estes são os que se preocupam somente com os aspectos materiais desta vida; seus valores são trocados, e dão pouco valor às suas almas!
Por fim, Jesus conclui esta parte do sermão em 6:25 - 34, dizendo onde devem estar nossas verdadeiras e mais urgentes preocupações; diferente dos hipócritas e religiosos de plantão, nosso foco não deve estar nos aspectos materiais da vida, nem nas honras deste mundo, objetivo dos pagãos e hipócritas, mas no Reino de Deus e Sua Justiça! O Pai celestial, o mesmo que vê em segredo, supre as reais necessidades dos que põem o Reino de Deus em primeiro lugar.
Portanto, revisemos nossas ações, nossas prioridades, nossos objetivos; estão eles de acordo com os valores do Reino de Deus? Há uma recompensa de Deus a nossa espera, ou estamos satisfeitos com as recompensas deste mundo? Onde está o seu tesouro? Procure, e lá você também achará o seu coração (Mateus 6:21).


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