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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Sobre o fundamento dos apóstolos e profetas



por: José Augusto de Oliveira Maia
08.01.2014


O texto abaixo é um estudo que foi ministrado na Igreja Batista da Lapa, em São Paulo, em 06 de maio de 2.012, dando abertura a uma série de estudos de apologia bíblica.


TEXTO BASE: II PEDRO 1:16-21

EM NOSSO TEXTO BASE, PEDRO RESSALTA QUE SUA PREGAÇÃO DO EVANGELHO NÃO SE BASEAVA EM ESTÓRIAS INVENTADAS, MAS ERA FRUTO DE UM TESTEMUNHO PESSOAL DA GLÓRIA DE DEUS, QUE ELE VIU MANIFESTADA EM CRISTO; NESTE PONTO, O APÓSTOLO REFERE-SE À PASSAGEM NO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO (MATEUS 17:1-8), QUANDO ELE, JOÃO E TIAGO VIRAM JESUS TRANSFIGURADO, E MOISÉS E ELIAS APARECERAM.
ESTA EXPERIÊNCIA LEVOU O APÓSTOLO A UMA FÉ AINDA MAIOR NAS ESCRITURAS, ESPECIALMENTE NAS PROFECIAS ACERCA DA VINDA DE CRISTO, VENDO EM JESUS O CUMPRIMENTO DESTAS PROFECIAS; PEDRO ENTÃO RESSALTA A INSPIRAÇÃO E AUTORIDADE DIVINAS DAS ESCRITURAS, QUE PARA ELES, CRISTÃOS DO 1º SÉCULO, ERAM O ANTIGO TESTAMENTO.
A PARTIR DO CAPÍTULO 2, PEDRO ADVERTE CONTRA AQUELES QUE DISTORCEM A VERDADE POR MOTIVOS GANANCIOSOS, INVENTANDO ESTÓRIAS E DESVIANDO OS INCAUTOS DO CAMINHO DE DEUS; A DESTRUIÇÃO DESTES HEREGES É COMPARADA COM OUTROS EVENTOS, COMO OS ANJOS QUE SE REBELARAM CONTRA DEUS (V. 4), O DILÚVIO (V. 5) E SODOMA E GOMORRA (V. 6).
JÁ NO CAPÍTULO 3:1 - 13, PEDRO EXORTA SEUS LEITORES A RECORDAREM AS PALAVRAS DOS PROFETAS, DO SENHOR JESUS E DOS APÓSTOLOS; CONTRA AQUELES QUE QUESTIONAM O CUMPRIMENTO DAS PROMESSAS DE DEUS, ESPECIALMENTE QUANTO AO JUÍZO FINAL, PEDRO DESTACA O QUE ELES DIZEM, QUE “DESDE QUE OS ANTEPASSADOS MORRERAM, TUDO CONTNUA COMO DESDE O PRINCÍPIO DA CRIAÇÃO”, E TRAÇA UM PARALELO INTERESSANTE COM O DILÚVIO; NA ÉPOCA DO DILÚVIO, O MUNDO TAMBÉM JÁ EXISTIA HÁ MUITO TEMPO, CERCA DE 1.600 ANOS A PARTIR DA CRIAÇÃO DE ADÃO, E NEM POR ISSO, DEUS DEIXOU DE DESTRUIR A HUMANIDADE REBELDE; TUDO PARECIA TÃO ESTÁVEL, MAS O CASTIGO VEIO DA MESMA MANEIRA. CONSIDERANDO ISTO, O APÓSTOLO ADVERTE QUE DEUS NÃO ESTÁ LIMITADO AO TEMPO COMO NÓS, E QUE SUA PACIÊNCIA DEMONSTRA CLARAMENTE SEU DESEJO DE QUE TODOS VENHAM A ARREPENDER-SE; MAS A CERTEZA ACERCA DAS ESCRITURAS DEVE SER UM ESTÍMULO À VIDA DE PIEDADE, EM PREPARAÇÃO PARA O JUÍZO QUE DEUS TRARÁ SOBRE SUA CRIAÇÃO.
E DOS VERSOS 14 – 18, PEDRO CITA AS CARTAS DE PAULO, NAS QUAIS O OUTRO APÓSTOLO DEFENDE OS MESMOS PRINCÍPIOS; DESTA FORMA, PEDRO DEFENDE A MESMA AUTORIDADE DAS EPÍSTOLAS PAULINAS QUE AS DEMAIS ESCRITURAS, E PREVÊ O MESMO CASTIGO PARA AQUELES QUE DISTORCEM E DESACREDITAM TANTO UMAS QUANTO AS OUTRAS, AOS QUAIS CHAMA DE IGNORANTES E INSTÁVEIS; PEDRO CONCLUI SUA CARTA DIZENDO QUE, AQUELES QUE SABEM ESTAS COISAS, DEVEM SE GUARDAR PARA NÃO SEREM LEVADOS PELO ERRO DESTES IMORAIS, PERDEREM A FIRMEZA E CAIREM; NOSSA ARMA NESTA LUTA É O CRESCIMENTO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO DE CRISTO.
APLICAÇÃO
NÃO É INCOMUM, NOS DIAS DE HOJE, ENCONTRARMOS PESSOAS QUE, COMO NO TEMPO DOS APÓSTOLOS, DESDENHAM DAS ESCRITURAS; DE CERTA FORMA, SURPREENDE-NOS A PRECISÃO COMO, A SEMELHANÇA DO QUE ACONTECIA NO PASSADO, HOJE SE CUMPRE O QUE O APÓSTOLO PAULO PREVIU HÁ QUASE DOIS MIL ANOS EM SUA 2ª EPÍSTOLA A TIMÓTEO, 3:1 – 4:4; A DESTRUIÇÃO DESTES, COMO PEDRO DISSE, JÁ HÁ MUITO TEMPO ESTÁ GUARDADA (2ª PEDRO 2:3), E MAIS DO QUE NUNCA, NÓS DEVEMOS ESTAR ATENTOS PARA NÃO SERMOS LEVADOS PELO ENGANO DESTES.
A ORIGEM DAS ESCRITURAS
COMO OS CRISTÃOS DO 1º SÉCULO USAVAM AS ESCRITURAS DO ANTIGO TESTAMENTO EM SUA LITURGIA E ADORAÇÃO, TENDO-AS HERDADO DO JUDAÍSMO COMO PALAVRA DE DEUS, VAMOS NOS CONCENTRAR AQUI NA FORMAÇÃO DO NOVO TESTAMENTO.
AINDA NO 1º SÉCULO, E MAIS INTENSAMENTE NO 2º SÉCULO, CONFORME O APÓSTOLO PEDRO PREVIRA (2ª PEDRO 2:1), VÁRIAS HERESIAS COMEÇARAM A PENETRAR ENTRE OS CRISTÃOS, E AMEAÇAVAM AFASTAR OS DISCÍPULOS DO CAMINHO DA FÉ; SEM ENTRAR EM MUITOS DETALHES AQUI, TEMOS ALGUNS EXEMPLOS DESTAS HERESIAS, COMO O GNOSTICISMO, O EBIONISMO, O MONTANISMO, O MONARQIANISMO, O MANIQUEÍSMO E O NEOPLATONISMO. PARA COMBATER ESTAS HERESIAS, E DEFENDER O FUNDAMENTO BÍBLICO E DOUTRINÁRIO DA MENSAGEM DO EVANGELHO E DA FÉ CRISTÃ, OS LÍDERES DA IGREJA COMEÇARAM A PREOCUPAR-SE EM REUNIR UM CONJUNTO DE ESCRITOS QUE PUDESSEM REFLETIR DE FORMA CLARA E FIEL A DOUTRINA RECEBIDA DOS APÓSTOLOS, E COMBATER OS FALSOS ENSINOS; PARA DEFINIR QUAIS TEXTOS SERIAM ACEITOS E QUAIS SERIAM REJEITADOS, ALGUNS CRITÉRIOS FORAM ADOTADOS:

a) SEGURANÇA QUANTO À AUTORIA APOSTÓLICA DO TEXTO, OU DE ALGUÉM MUITO PRÓXIMO DOS APÓSTOLOS

b) RECONHECIMENTO E ACEITAÇÃO DO TEXTO PELA COMUNIDADE CRISTÃ EM GERAL

c) COERÊNCIA DOS TEXTOS COM AS ESCRITURAS, COM O ENSINO APOSTÓLICO E ENTRE SI 
SERVIU COMO REFERÊNCIA DE AUTORIDADE NO RECONHECIMENTO DESTES TEXTOS O PARECER DE HOMENS CHAMADOS DE PAIS APOSTÓLICOS, QUE NO 2º SÉCULO, ATRAVÉS DE SEUS ESCRITOS, PUDERAM VALIDAR AQUELES TEXTOS DOS EVANGELHOS E DAS EPÍSTOLAS QUE CIRCULAVAM ENTRE AS COMUNIDADES CRISTÃS; FORAM HOMENS COMO CLEMENTE DE ROMA, INÁCIO DE ANTIOQUIA E POLICARPO DE ESMIRNA, BISPOS DE SUAS COMUNIDADES, E QUE HAVIAM CONVIVIDO COM OS APÓSTOLOS.
JÁ NO 3º SÉCULO, UM TEÓLOGO DA IGREJA DE ALEXANDRIA CHAMADO ORÍGENES, PESQUISOU ENTRE AS COMUNIDADES CRISTÃS OS TEXTOS QUE ERAM USADOS, E LISTOU OS MAIS ACEITOS.
NO 4º SÉCULO, EUSÉBIO, BISPO DE CESARÉIA, MONTOU UMA LISTA, ONDE FIGURAVAM BAISCAMENTE OS MESMOS TEXTOS DA LISTA DE ORÍGENES; NO ANO 367, O BISPO ATANÁSIO, DE ALEXANDRIA, EM SUA “CARTA DE PÁSCOA”, LISTOU OS 27 LIVROS QUE HOJE COMPÕEM O NOVO TESTAMENTO.
NO ANO 419, UM CONCÍLIO DE BISPOS REUNIDO NA CIDADE DE CARTAGO, NORTE DA ÁFRICA, APROVOU DEFINITIVAMENTE A LISTA DE ATANÁSIO.
PODEMOS ASSIM PERCEBER CLARAMENTE QUE NÃO FOI DE UMA HORA PARA OUTRA QUE SE DEFINIU O CONTEÚDO DO NOVO TESTAMENTO, MAS ATRAVÉS DE UM LONGO E CUIDADOSO PROCESSO ESTE CONTEÚDO CHEGOU ÀS NOSSAS MÃOS.

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